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Boia ou âncora?
Jean Galvão/Recreio
RECREIO
Dependendo do dia, seu cocô afunda ou boia na água da privada. É que, quanto mais gorduroso e cheio de gás, mais fácil é a capacidade dele boiar. Após uma feijoada, por exemplo, o cocô pode não afundar – além de o feijão provocar gases, esse prato costuma ser bem gorduroso.
É só se lembrar da experiência da escola: o óleo, por ser menos denso, sempre fica por cima da água – eles não se misturam.
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Cocô colorido
Jean Galvão/Recreio
RECREIO
Às vezes o cocô sai tão colorido que parece que seu intestino é um artista plástico modernista. Normalmente ele é marrom – cor de um composto formado quando as bactérias do intestino digerem a bile (um líquido do fígado que ajuda na digestão).
Outras vezes ele pode sair vermelho por você ter comido beterrabas; ou esverdeado – quando se come muito espinafre, por exemplo. Remédios também podem alterar a cor. Se estiver preto demais, pode ser o resultado da ingestão de suplementos de ferro.
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Cocô líquido
Jean Galvão/Recreio
RECREIO
Esse tipo é fácil de detectar, mesmo se ainda não saiu. Tudo começa com uma dor de barriga horrível, de fazer suar. Depois, vem uma vontade de ir ao banheiro, como se fosse algo de vida ou morte.
Quando o cocô sai líquido demais, é sinal de que uma diarreia está por vir. Ela é causada por infecções no intestino ou pela ingestão de bactérias, vírus ou substâncias tóxicas que estavam na comida. Durante uma diarreia, o ideal é beber muito líquido e comer alimentos não-gordurosos, como frutas e vegetais.
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O pum avisa: cocô a caminho
Jean Galvão/Recreio
RECREIO
O pum, normalmente, funciona como o carro abre-alas do cocô: vem sempre antes de você correr desesperado para o banheiro. Só que o cheiro dele depende do que você come.
Há alimentos, como o feijão e o repolho, que contêm um açúcar que, ao entrar em contato com as bactérias do intestino, fermenta-se e libera fedores quase insuportáveis. A fermentação de proteínas da carne e do ovo gera enxofre, um gás superfedorendo.
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Cocô "cabrito style"
Jean Galvão/Recreio
RECREIO
Já viu cocô de cabra? É formato por bolinhas. Às vezes os humanos também fazem cocô no estilo cabra. Acontece quando não comemos fibras, presentes na maçã e na laranja, por exemplo.
No intestino, essas fibras viram uma gelatina grudenta, que lubrifica o bolo fecal (esse é o nome do cocô antes de sair) e deixa-o lisinho, sem bolinhas.
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Macarronada indigesta
Jean Galvão/Recreio
RECREIO
Pressa, nervosismo, vergonha... Várias são as causas para, de vez em quando, fabricarmos um cocô tão fininho que parece um pedaço de talharine – aquele macarrão em tiras. Isso acontece porque forçamos a saída do cocô.
Os músculos do bumbum amassam o bolo fecal, e ele sai como se tivesse sido espremido por um saco de confeitar. A dica para sair do tamanho natural é clássica: sente-se e relaxe!
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Pamonha marrom - tem um milho no meu cocô
Jean Galvão/Recreio
RECREIO
Se você já levou bronca por comer milho rápido demais – tão rápido que os grãos saíram inteirinhos no cocô – não foi culpa sua.
Na verdade, o milho é formado por fibras insolúveis. Nosso corpo não produz enzimas para digerir essas fibras. Por isso, o milho sai como entrou – mesmo que você tenha comido com a vagareza de um monge da Mongólia.
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Anote a receita
Jean Galvão/Recreio
RECREIO
Um cocô normalmente é feito com:
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10 partes de água
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1 parte de bactérias (mortas e vivas)
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1 parte de fibras não digeridas
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1 parte de proteínas, células mortas, muco e gorduras
Misture tudo e pronto! Só não se esqueça de dar a descarga depois!
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Cocô dos bichos
Jean Galvão/Recreio
RECREIO
Você sabia que um coelho produz mais de 500 cocozinhos por dia? E um cavalo pode eliminar até 4,5 quilos de cocô de uma vez só.
Texto: Ludmilla Balduino
Você sabia que:
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Quanto mais fibras e água você ingerir, melhor será seu cocô? Lembre-se sempre de beber água e comer pães integrais, ervilhas, cenoura, brócolis, pêra, amêndoas, amoras, pistache...
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Uma pessoa solta, em média, 10 puns por dia? Daria para encher uma garrafa pequena de refrigerante (aquela, de vidro) e mais um copinho de plástico com o ar fedorento.
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Há pessoas que estudam cocôs? São os icnólogos, que fazem pesquisas em cocôs de dinossauros. Analisando fezes fossilizadas, é possível descobrir que bichos e plantas eles comiam.
Consultoria: Federação Brasileira de Gastroenterologia; Luiz Carlos Machado (coordenador do Curso Superior em Zootecnia - IFMG Bambuí e presidente da Associação Científica Brasileira de Cunicultura); e Marcelo Gaspary (estudante em graduação no curso superior de Zootecnia - IFMG Bambuí). Fonte: livro “O que o seu cocô está dizendo a você”, de Anisch Sheth e Josh Richman – editora Matrix.